O Instituto Bicho D’água (IBD) instalou, neste domingo (15/3), no Recinto Omar de Aclimatação de Peixes-boi, em Soure, na Ilha do Marajó, a barreira de contenção flutuante utilizada para a proteção de ambientes marinhos em caso de derramamentos de óleo, lixo e poluentes na superfície da água. A doação da barreira de contenção e de barreiras absorventes foi feita pela empresa EnvironPact, braço de consultoria da OceanPact, empresa brasileira especializada em proteção ambiental.
“Estes são equipamentos fundamentais e que fazem parte do Protocolo Integrado de Resposta a Derramamento de Óleo do Recinto Omar de Aclimatação de Peixes-boi. São os mesmos equipamentos utilizados nos planos de contingenciamento das grandes petroleiras”, destaca João Correa, country manager da TGS no Brasil.
O executivo da TGS explica que o Protocolo foi concebido para robustecer a segurança do local e estabelecer procedimentos técnicos para resposta imediata a derramamentos de óleo no entorno do recinto, garantindo a proteção dos espécimes de peixe-boi.
“O Protocolo tem cinco etapas de segurança: Alerta e Segurança; Contenção (quando são instaladas as barreiras flutuantes); Proteção da Fauna (quando são feitas a avaliação clínica, o monitoramento comportamental e a avaliação técnica para possível remoção emergencial dos animais); Recuperação; e Coleta Ambiental e Monitoramento”, detalha Renata Emin, bióloga e presidente do Instituto Bicho D’água.
Segundo a bióloga, o Protocolo prevê ainda o acionamento do IBAMA, ICMBio, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Capitania dos Portos, Polícia Civil e Instituto Evandro Chagas (para análises laboratoriais), além do registro técnico, treinamentos e simulações para capacitação da equipe do Recinto.
“Com as barreiras, o Recinto está preparado para o caso de vazamentos de óleo das embarcações de pesca que circulam no entorno da unidade, situações que, infelizmente, ocorrem com frequência”, informa a bióloga.



Os equipamentos foram recebidos e instalados neste domingo (15/3) no Recinto. Ambos atendem às exigências do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).
“A EnvironPact colabora com a TGS há muitos anos em estudos e condicionantes para o licenciamento ambiental junto ao Ibama. Tivemos a satisfação de prestigiar a inauguração do Recinto no ano passado. Trata-se de uma iniciativa fundamental para a conservação dos peixes-boi na região”, destaca Ana Lyra, diretora da EnvironPact.
As barreiras doadas pela EnvironPact são projetadas para operações em mar, rios, lagoas, lagos e barragens. Depois de usada, a barreira absorvente – que, armazenada em local arejado e seco, tem vida útil de três anos – deve ser descartada. Já a barreira de contenção, sem uso e bem armazenada em área coberta, tem vida útil de 10 anos. Utilizada em operação constante, o desgaste da barreira de contenção gera uma perda de 20% a 30% ao ano.

